RECUPERAÇÃO NA VOLTA PRA CASA!

Fotos: Renan Dias

A AEU venceu a AAGF neste sábado na Arena Sagrada Resenha por 4x2, gols de Alessandro, Beiçola e Alex 2x. Deivid Brazeiro e Titi descontaram para os visitantes.
Grande resultado pro tricolor deixa a equipe na nona colocação.

1° TEMPO
Um primeiro tempo de muita pressão do tricolor com marcação alta e várias roubadas de bola, a AEU criou oportunidades com Maicon e Felipe Reis em desarmes ofensivos, mas quem marcou primeiro foi Alessandro: passe espetacular de Japa pro camisa 14 tentar 2x, na primeira um milagre do goleiro Gabriel Ceará, mas que não evitou o gol na segunda tentativa!
Ainda com uma marcação alta, Alex rouba bola no ataque e chutou forte para vencer o goleiro adversário! Golaço da AEU e 2x0 no placar!

2° TEMPO
Segunda etapa começou com muito equilíbrio! AAGF criou oportunidades com excelentes defesas do goleiro Jackson.
Numa cobrança de falta pra AEU, Beiçola faz seu primeiro gol com a camisa tricolor! Golaço de falta para fazer 3x0!
Depois desse gol, a AAGF cresceu na partida: chegada pelo lado esquerdo de ataque, dividida dobgoleiro Jackson com Titi e a bola sobrou limpa para D10 marcar na lei do ex. Logo na sequência, no goleiro linha, chute de fora da área e no rebote Titi marca e deixa os visitantes vivíssimos na partida!
Mas como o goleiro linha é uma faca de dois gumes, Murilo rouba a bola e passa para Alex, que bate de primeira e marca o 4° gol para fechar a conta da partida.

Próxima partida da AEU é contra o todo poderoso Atlântico, em Erechim, no dia 18. Você acompanha tudo da partida no Box 3 TV!

Ele desceu do ônibus sozinho – Por Roger Baigorra Machado

Foto Escritor
Roger Baigorra Machado
é servidor público federal, trabalha na com Ações Afirmativas e Políticas de Inclusão na UNIPAMPA. Formado em História e com Mestrado em Integração Latino-Americana, foi presidente do CAC’S  FUNDEB e esteve duas vezes na Direção da UNIPAMPA, como Coordenador Administrativo. Atualmente, ele faz parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Uruguaiana e do Conselho Municipal de Educação.

Entraram na minha sala. Diante da minha mesa, o filho sentou com a mãe. Ele, silencioso. Ela, preocupada. A mãe contou do filho. Disse que ele tinha autismo, mas que era leve. Lembrou que o filho também tinha dislexia, contou da sua dificuldade em socializar e em demonstrar afeto. Falou que há quatro meses, ela vinha todos os dias com ele até a universidade. Enquanto ele assistia às aulas, ela esperava no saguão do prédio.

Contou-me que ela era mãe solo, desde que ele tinha cinco anos. O pai, assim que percebeu que o filho não era “normal”, foi embora. Hoje, está casado novamente. O meu objetivo aqui, eu disse a ela, é garantir que o seu filho desenvolva autonomia. Sim, é isso que eu quero, concordou ela. Que bom, eu concordei. Então, preciso que você não fique mais esperando ele no saguão, tampouco, que venha com ele até a universidade.

Como assim? Argumentou ela, com ar de espanto. Assim mesmo: não vindo. Ao longo da conversa eu mudei de assunto. Falei das adaptações que ele gostaria de ter nas aulas, dos sons, da luz, do barulho, das avaliações. No final, perguntei a ela qual era seu maior medo. Ela disse que era morrer, não pela morte em si, mas pelo filho que teria de viver sozinho. “O mundo não trata bem quem é diferente”, disse-me, com o olhar triste.

Então, eu peço que você não venha mais com ele. Deixe que ele experimente este mundo, especialmente, enquanto você está aqui. Permita que ele ande pelo caminho até a universidade, sozinho. Que suba no ônibus, que cuide do horário, que decore os caminhos. Deixe que ele crie suas próprias rotinas. Você gostaria? Perguntei a ele. Olhando para a parede, acenou positivamente com a cabeça.

Eu não vou conseguir, sempre estive com ele, disse-me ela com os olhos cheios de lágrimas. Consegue sim. O seu objetivo, enquanto mãe, é parecido com o meu, enquanto educador. Qual é? Quis saber ela. Queremos garantir que ele, ao final da faculdade, não precise nem de mim e nem de você. Que você seja desnecessária e eu também. Preparar nossos filhos para viverem sem a gente, isto é o que de melhor podemos deixar com eles, sobretudo, quando a gente já tiver ido embora.

Há três semanas eu o vejo chegando à universidade, descendo do ônibus, sem ela. Andando, sem medo e sozinho.

Deus não manda whatsapp – Por Bruno Sartori

foto
Bruno Ludwig Sarzi Sartori
tem 42 anos. É advogado pós-graduado em Direito Previdenciário. Presidente da Comissão de Seguridade Social da OAB Subsecção de Uruguaiana. De vez em outra é escritor e compositor.        

Numa manhã dessas fui a um velório. Tratava-se de um amigo de meu pai, conhecido por dedicar-se à família, trabalhador e muito camarada. Ir até aquele velório confessadamente foi um ato difícil em razão dos afazeres da vida.

“Os afazeres da vida”. Pensando bem, naquele momento, bem em frente ao caixão refleti que os afazeres da vida estavam frente a frente com um corpo, sem vida.

A briga mental entre a dificuldade de encontrar um tempo de ir até aquele velório e se concentrar no ato fúnebre entremeio ao “segura da mão de Deus e vai” foi se afunilando a tal ponto que, de repente, tocou o celular de uma pessoa, sendo que os segundos que se seguiram foram de um constrangimento para ela.

O som de um celular no meio de um velório é o demônio chamando, porque imediatamente os mesmos que olharam atravessado para a pessoa dona do celular tocante, se coçam e puxam seus aparelhos e tiroteiam suas mensagens nem lembrando mais do finado.

Eu também entrei nessa, pois o toque do celular foi o momento de reavivar meus compromissos e sair daquela viagem pensante momentânea sobre a morte e lembrar dos afazeres da vida.

A questão é: e quando seu celular tocar e for Deus chamando, o que realmente importará? Não adianta dedicares os melhores anos de tua vida somente aos afazeres da vida, porque se Deus te chamar, alguém fará no teu lugar. A cadeia segue, a vida segue, somos substituíveis nos afazeres, às vezes encontram melhores que nós.

Conciliar os afazeres da vida com os prazeres da vida ou com um mero ato solidário de ir até um velório é missão complicada nas poucas horas do dia, mas é tentável, alguns chamam de ponto de equilíbrio, para mim: uma batalha diária.

Seguiremos tentando, o problema é que, às vezes, Deus não liga, nem manda whats.

Ah, tu tinhas dúvida? – Por Tiago Rios Fagundes

ColunaII
TIAGO RIOS FAGUNDES
Engenheiro Agrônomo e empresário.

A diferença entre achar e ter certeza é abissal. Chega a essa conclusão qualquer pessoa que, por desinteresse ou por desesperança, durante anos, ignora a sombra do bode de bom porte que inegavelmente se encontra na sala e, quando sua presença é tão gritante e não há alternativa senão encará-lo, depara-se com a amedrontadora visão do problema que deve ser solucionado.

O Ministério Público de Contas gaúcho (MPC-RS), órgão pertencente à estrutura do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), emitiu seu parecer a respeito das contas públicas do agora ex-prefeito Ronnie Colpo Mello. Um suspiro segue, e a leitura deste é, no mínimo, desconfortável para o pagador de impostos. Parecer desfavorável. “Ah, tu tinhas dúvida?”, poderia dizer um transeunte anônimo caminhando pelo calçadão e a resposta seria sim, tinha dúvidas: agora já temos algumas certezas.

Não vamos nos ater a todo parecer, tratemos do bode maior, o que realmente destoa e preocupa. Foram 84% de alteração da destinação de recursos, segundo MPC-RS, em comparação com o orçamento apresentado pelo Executivo e aprovado pelo Legislativo municipal no ano de 2022. Isso é o mesmo que, em uma empresa privada, fazer um plano de investimentos e, ao longo do mesmo ano, mudar praticamente sua totalidade.   

Descuido? Se dermos o benefício da dúvida podemos até entender que ao longo do tempo é natural que alterações sejam feitas frente às circunstâncias novas que se apresentam sempre, lembremos que estávamos em plena pandemia. Mas 84% de diferença soa bem difícil de ignorar.

Má fé? Esperamos que não, ora, são 8 anos de administração Ronnie, se formos por esse caminho levantaremos a suspeita que, sei lá, pode que tenham criado alguns créditos suplementares para festas populares, ou que faltam alguns planos de gestão e pareceres próprios dos conselhos deliberativos. Ou que alguns dados sobre licitações tenham sido suprimidos do sistema de maneira intencional, ou não atendimento de requisições documentais do próprio TCE-RS, dificultando a fiscalização. Mas quem somos nós pra julgar, o próprio TCE-RS deve fazer seu trabalho. Não há de ser nada, espera-se.

Em tempos de apresentação do Plano Plurianual do Governo Delgado, essas assimetrias orçamentárias não devem passar despercebidas. É a hora do atual governo mostrar “ao que veio” e cabe a nós, espectadores e únicos financiadores desse espetáculo tragicômico, rezar pelo melhor. Vamos arrumar a cama antes de tentar conquistar o mundo? Que tal?

Deus nos defenda.   

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PONTE INTERCOMERCIAL DE URUGUAIANA: O corredor de milhões

Um dos maiores elos comerciais da América do Sul continua demonstrando, através de significativos números de arrecadação tributária e movimento de cargas, sua impactante participação na balança comercial entre os maiores países deste continente.

Tendo isso em vista, o BOX 3 TV procurou o Sindicato dos Despachantes do Rio Grande do Sul (SDAERGS) para ajudar a evidenciar essa significância, no afã de obter olhares mais atentos de ambos governos federais, visando a melhoria estrutural da própria ponte e seus alicerces.

Na conversa com Fábio Ciocca, vice-presidente do SDAERGS, abordamos os robustos números que, até o momento, movimentaram a economia de 2025, além dos processos de controle nas áreas de fronteira, o incremento da tecnologia para ajudar na facilitação dos trâmites comerciais rodoviários e o pleito para a melhoria da infraestrutura das rodovias que ligam os principais polos comerciais do continente.

Muita coisa pra se inteirar sobre um dos segmentos que catapulta a economia da nossa região.