SOMOS TODOS MARIA CORINA MACHADO!!!

Guerra tarifaria

Rodrigo Schmidt
Advogado, especialista em Direito do Trabalho
Aqui eu falo um pouco sobre tudo, tenho interesses ecléticos, sou entusiasta das ciências, artes e liberal social de extremo centro.

Nesta última sexta-feira, 10 de outubro de 2025, Maria Corina Machado foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, um ato de justiça mais que merecido.

Machado poderia ter fugido do país e pedido asilo político em qualquer país europeu ou até mesmo nos EUA, certamente lhe aceitariam, mas não, mulher corajosa que é, permaneceu em sua terra e enfrenta, com coragem herculeana, a censura, a perseguição, inúmeras ameaças, a deslegitimação e até a cassação arbitrária de seus direitos políticos.

Chegam a rotulá-la como se fosse de extrema-direita, logo ela que defende casamento gay, legalização das drogas e do direito ao aborto… puro desespero ideológico.
- Rodrigo Schmidt

Sua luta é um ato que deveria inspirar todas as pessoas de bom caráter no mundo, pois ela dá voz a milhões de venezuelanos que fugiram da fome, da violência, da escassez e da brutalidade estatal de um regime que se diz "popular", mas governa à base de prisões políticas, tortura, repressão e eleições fraudadas.

Entretanto, lamentavelmente, o Brasil não emitiu uma nota sequer parabenizando esta heroína e parte significativa da esquerda latino-americana, especialmente a brasileira, permanece calada, ou pior, relativizando a ditadura de Maduro e divulgando teorias conspiratórias caluniosas a respeito de Maria.

Preferem fazer vista grossa à pobreza extrema, aos assassinatos de dissidentes, ao colapso sanitário e à maior crise migratória das Américas, por puro alinhamento ideológico. Para estes esquerdistas, a defesa de direitos humanos é uma mera opção eventual.

Chegam a rotulá-la como se fosse de extrema-direita, logo ela que defende casamento gay, legalização das drogas e do direito ao aborto… puro desespero ideológico. Tristes tempos em que a defesa da liberdade virou crime de heresia em certos círculos progressistas.

A verdade é que Maria Corina representa tudo o que o chavismo destruiu: democracia, dignidade e esperança. Seu Nobel escancara uma ferida que muitos tentam esconder debaixo do tapete da conveniência política. E quem ainda ousa defender Maduro depois disso, que carregue o peso da sua covardia ou cumplicidade.

Estudantes de Jornalismo vivenciam prática profissional em parceria da Box 3 TV com a Universidade Federal do Pampa

Na cobertura da Copa dos Pampas 2025, acadêmicos tiveram a oportunidade de atuar em diferentes frentes da comunicação esportiva e juntamente tiveram a oportunidade de produzir um projeto exclusivo em estúdio

A Box 3 TV, tradicionalmente integrada à comunidade de Uruguaiana, deu mais um passo em sua trajetória ao firmar uma parceria com a Universidade Federal do Pampa (Unipampa). O projeto abre espaço para que estudantes de jornalismo experimentem a rotina da profissão em um veículo de comunicação local, conectando teoria acadêmica e prática no mercado. No dia 24 de setembro de 2025, os alunos , Pauline Gonçalves dos Santos, Alexya Cibelli Teixeira Guimaraes e Gustavo Ribeiro Francisco dos Santos Menezes Junior, participaram da cobertura das quartas de finais da Copa dos Pampas 2025, quando a Associação Esportiva Uruguaianense goleou o Horizontina no placar de 5 a 0. Durante a transmissão, os estudantes assumiram papéis diversos: comentários técnicos, reportagem de campo e atualização em tempo real de resultados de outros jogos, vivenciando diferentes funções de uma cobertura esportiva profissional. No dia seguinte, 25 de setembro, a experiência seguiu nos estúdios da Box 3 TV. Com autonomia criativa e apoio técnico do veículo, os discentes produziram um projeto jornalístico próprio, que incluiu entrevistas com personagens centrais nas quartas de finais: o técnico Márcio Garcez, o pivô Kaio Henrique, o presidente da associação Biro Almeida, o preparador de goleiros Anderson Tines e o goleiro Fernando Careca.


Para alguns dos alunos, o contato com a prática jornalística já vinha sendo construído ao longo das atividades na Box 3 TV. No entanto, para Gustavo, a participação na cobertura das quartas de finais marcou seu primeiro envolvimento direto com o veículo de comunicação. “É surreal, a torcida já ganha o jogo ali, eu digo e sempre repito, quem é fã de esporte precisa viver essa experiência em Uruguaiana, fica marcado.” relatou o estudante.

A iniciativa da Box 3 TV de abrir suas portas para estudantes de jornalismo da Unipampa, não só reforça a prática jornalística como oportuniza a vivência em situações reais de cobertura, contato com profissionais do esporte e responsabilidade diante do público, ajuda a consolidar a identidade dos futuros jornalistas, preparando-os tanto para o mercado de trabalho quanto para os desafios éticos da profissão.

OBRIGADO, DAJOR! OBRIGADO, UNIPAMPA!

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O BOX 3 TV agradece imensamente ao Diretório Acadêmico de Jornalismo da Unipampa pela oportunidade de compartilhar nossas experiências e dialogar sobre comunicação com a juventude que deseja, assim como nós, impactar pessoas, utilizando a comunicação como vocação.

Mais do que uma participação, vivemos um momento de troca e aprendizado. Falar da nossa caminhada e perceber a receptividade dos estudantes nos fortalece e nos enche de esperança sobre o impacto que a comunicação pode gerar na sociedade.

Nosso muito obrigado a todos os envolvidos por abrirem espaço para o BOX 3 TV. Foi, sem dúvida, um marco especial em nossa trajetória.

Quem quer ser a vítima? – Por Tiago Rios Fagundes

coluna

TIAGO RIOS FAGUNDES
Engenheiro Agrônomo e empresário

Magnitsky parece que é o super trunfo da censura. O espadão. O Zap. O Coringa +4.
Se foi merecida ou não sua aplicação ao Min. Alexandre de Moraes é outro papo.
A lei, que até hoje havia sido aplicada apenas contra ditadores e genocidas, agora recai sobre um brasileiro.

Sim, ele nasceu em hospital comum, vibrou quando Baggio perdeu o pênalti, estudou em faculdade regular, tomou pinga e pitou na sexta-feira, prestou um concurso, depois outro, e assim — graças às graças que a vida graciosamente às vezes nos agracia — ocupou um dos cargos máximos do judiciário brasileiro. Contudo, no pleno gozo de seu vigor e força, defendendo a democracia, foi sancionado pelo Presidente americano. Um brasileiro sob Magnitsky... é “nóix”! Ele deveria se orgulhar do feito.

"Entre todos os signos presentes nessa epopeia brazuca, o do mártir é o mais cortejado[...]"
- Tiago Rios Fagundes

Muito improvável, entretanto, que ele tenha planejado tudo. Foi, no vácuo, tomando as medidas que o chefe precisou ao longo do tempo, fazendo o trabalho sujo, criando novas jurisprudências no processo e maculando ainda mais a já desgastada imagem do tal poder moderador.

Alexandre, para os íntimos, reinventou a Constituição — que, convenhamos, lá também não é grande coisa — para atender a interesses que parecem escusos, sempre com o endosso dos seus colegas de ofício e o apoio (ou o comando) do que podemos chamar de “deep state” brasileiro, ou de centrão mesmo, conforme o gosto do freguês.

Através de malabarismos retóricos e interpretações criativas da Magna Carta, somados a notícias falsas e investigações parciais que deram lastro ao espetáculo, cidadãos foram condenados com penas obviamente excessivas por crimes que não cometeram. Provas cabais de inocência foram ignoradas e criou-se, inclusive, uma figura até então inédita — e bizarra — do Ministro "Bombril": que acusa, investiga, julga e pune, tudo isso sentado na cadeira da vítima. O homem é polivalente mesmo.

Xandão, para os chegados, deve ser boa gente. Ontem, dia 30, foi visto no jogo do Corinthians e Palmeiras. E, já conformado com a derrota, fez o óbvio: mostrou o dedo do meio. Devemos condená-lo por mais esse excesso? A essa altura, estamos carecas de saber que ele realmente pensa estar protegendo as tais instituições democraticamente constituídas. E isso, embora hilário, nada mais é do que reflexo de sua identidade atual, forjada sob a toga — e sob um total de zero bulbos capilares ativos.

Xandy, para os amigos de infância, pensa ser o próprio “Malvado Favorito”, aquele que toma decisões difíceis “pela causa”, enquanto a caravana ladra e ele se posta como guerreiro incansável de uma batalha ingrata. Agora, punido por um recém-apresentado inimigo bem mais forte, entra em cena o inevitável “coitadismo”.

Entre todos os signos presentes nessa epopeia brazuca, o do mártir é o mais cortejado: o legalista perseguido, o jornalista exilado, o presidente preso injustamente, a manifestante condenada por pitar com batom — agora, o juiz sancionado. Nesse mar de narcisismo, todos querem ser vítimas. E o mais espantoso: todos acreditam piamente nas histórias que eles mesmos criam, que o coleguinha da carteira do lado confirma, sobre suas grandes atitudes, suas condutas irrepreensíveis, seus propósitos elevados. Ignoram ou distorcem fatos para criar o mundo em que sua história “cola”.

Olavão, grande mestre pitador contumaz e talvez a mente mais brilhante que este Brasil pariu, chamava isso de paralaxe cognitiva: o fenômeno em que o indivíduo distancia a forma como percebe algo da realidade da experiência. É canalhice intelectual no seu estado mais puro.

O Ministro Cabeça de Ovo, para seus detratores, mereceu a Magnitsky? Quem sabe. Mas talvez a pergunta mais pertinente seja: Ele fez tudo isso sozinho? Ele é o ditador do Brasil? Ou seria apenas uma ferramenta útil, servindo a um propósito totalmente distinto do que nos é mostrado? Vamos ter um canavial de Magnitskys, ou só estamos recebendo o “melzinho” pra cessar o choro enquanto a boiada segue passando?

Apesar das comemorações no país e das Möet Chandon estouradas por Allan dos Santos (de onde ele está exilado desde o governo Bolsonaro — pois é, né?), precisamos avaliar se essa patuscada toda soluciona algo para as reais vítimas: aquele que vai pagar o preço das taxas do laranjão, do desvio do INSS e do IOF que hoje vigora.

O circo é global. E o pão, cada vez mais escasso

🥊🇺🇸 vs 🇧🇷🥊 Tarifas de Trump – Por Rodrigo Schmidt

Guerra tarifaria

Rodrigo Schmidt
Advogado, especialista em Direito do Trabalho
Aqui eu falo um pouco sobre tudo, tenho interesses ecléticos, sou entusiasta das ciências, artes e liberal social de extremo centro.

A decisão de Trump de impor tarifas de 50% sobre exportações brasileiras não é simples retaliação contra Lula, nem fruto exclusivo de fatores econômicos, ou apenas influência bolsonarista. O jogo é mais complexo e envolve também disputas por terras raras*, plataformas como o PIX, retaliações políticas, sim, e o desejo de Trump de posar como o homem que “dobrou o mundo”, mesmo que isso já tenha se voltado contra os próprios EUA em negociações anteriores.

Lula, por sua vez, facilitou a retaliação, pois sua aproximação com Rússia, China, Irã, e todo e qualquer regime hostil ao Ocidente, somados ao sonho de uma ordem anti-dólar, desafiam frontalmente um dos nossos maiores parceiros comerciais.

"Tarifas desse porte reduzem entrada de dólares, elevam a inflação e obrigam o Banco Central a subir juros."
Rodrigo Schmidt

Provocamos quem não se provoca.

A nossa diplomacia tem tentado abrir portas no Partido Republicano, mas encontra barreiras e Eduardo Bolsonaro admite ser um dos que as fecham.

Todavia, é importante atentar que as tarifas também prejudicam os EUA. Setores como café e cacau já têm sinal para possível isenção, e é questão de tempo até que aço, laranja e outros produtos estratégicos pressionem pelo recuo.

No fundo, trata-se na verdade de um duelo de egos. Trump quer marcar território contra Lula; Lula não recua. A economia, porém, é implacável: tarifas desse porte reduzem entrada de dólares, elevam a inflação, obrigam o Banco Central a subir juros e geram pressão sobre reservas cambiais. O governo, inevitavelmente, terá de vender dólares e lançar medidas paliativas, mas isso apenas adia a conta.

Se persistirem, as tarifas acelerarão o isolamento comercial e empurrarão o Brasil para medidas populistas e protecionistas, tornando-o mais vulnerável. Ou se negocia cedo, ou se paga caro depois.

P.S. Na data de hoje, Trump já retirou da lista setores estratégicos: indústria siderúrgica, máquinas, derivados de petróleo, laranja e metais preciosos. Confirma-se o que se previa  o lobby interno dos EUA pressiona pelo recuo. Mesmo assim, o efeito já é sentido aqui: no Rio Grande do Sul, o preço do boi gordo caiu 5,4% em antecipação às tarifas sobre a carne.

• O que são “terras raras”: 17 elementos químicos essenciais para baterias, motores elétricos, turbinas eólicas, componentes eletrônicos, mísseis e equipamentos médicos. Apesar do nome, não são tão raros, mas sua produção é concentrada em poucos países — sobretudo a China — tornando-os estratégicos (o Brasil provavelmente possui a 2ª maior reserva do mundo deles).

• Isenção para café e cacau: segundo o Secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, commodities não cultivadas nos EUA, como café e cacau, podem ser isentas em futuros acordos, embora não haja confirmação específica para o Brasil.

Box3TV acompanha com exclusividade as celebrações do 9 de Julho em Paso de los Libres, na Argentina

Box3TV acompanha com exclusividade as celebrações do 9 de Julho em Paso de los Libres, na Argentina
O Box3TV Uruguaiana atravessou a ponte internacional e acompanhou com exclusividade as celebrações do 9 de Julho em Paso de los Libres, data que marca a declaração de independência da Argentina, em 1816.

Mais do que um feriado, o 9 de Julho é um marco fundamental na formação da identidade argentina. A data representa o início de um processo de autodeterminação, fortalecimento institucional e construção dos valores que moldam a sociedade do país até hoje. Ao longo do século XX, especialmente em momentos de crise política e econômica, a data passou a simbolizar também a unidade nacional, reforçando os laços entre as diversas províncias argentinas.

As comemorações em Paso de los Libres incluíram cerimônias oficiais, desfiles, apresentações culturais e homenagens — eventos que refletem o orgulho e o sentimento patriótico da população.

Durante a cobertura, o Box3TV produziu material exclusivo e conversou com importantes personalidades locais que contribuíram com suas visões sobre a data:

Martín “Tincho” Ascúa, intendente de Paso de los Libres

Roberto Chiliarte, ex-combatente da Guerra das Malvinas

Maria Mabel Artigas, historiadora argentina

Miguel Arias, vereador

Lucho Ramírez, comunicador local

Cada entrevista trouxe uma perspectiva única sobre a importância do 9 de Julho na memória coletiva argentina, destacando o papel da história na formação do presente.

Todo esse conteúdo especial, com imagens e entrevistas inéditas, você confere nas redes sociais do Box3TV.

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